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terça-feira, agosto 12, 2014

O que ando a ler em 2014 #2 - "Naruto"



Naruto.
Uzumaki Naruto, o maior ninja wannabe, insuportável, órfão, que se pudesse só comia ramen. Parece coisa de putos, talvez o seja, mas o personagem criado por Masashi Kishimoto é viciante! Este era outro daqueles livros que estava na estante a ganhar pó desde 2008, e um dia, POP! Como tinha só os 2 primeiros, devorei-os um bocado à pressa, e apressei-me a encomendar o terceiro. Assim que chegou, lido... depois pus um travão no Naruto, porque já vai em 70 livros e não se pode ir tão à bruta.

Não vou falar sobre a trama, os vários tipos de Manga que existem, sobre as personagens que são muitas só nos 3 primeiros números, mas sim generalizar um pouco aquilo que para mim este Manga representa. Em primeiro lugar (nota importante) nunca fui muito de ler Manga, se bem me lembro a única coisa que tinha lido até então foi o "Nightmare Before Christmas" do Tim Burton, adaptado a este estilo japonês. Portanto, em geral não percebo nada disto (Manga)!
(Vou abrir aqui um pequeno parêntesis para um elogio à personagem que mais me fascina, Kakashi. Fenomenal! O tipo anda com um olho vendado o tempo todo, é um sarcástico de primeira e a sua metodologia de ensino é qualquer coisa. Ok, agora já podemos avançar.)
Por vezes é bom ler algo "novo" mas que há muito tempo deixou de ser novidade. Sempre gostei de ler as coisas depois das modas passarem e na música faço muito isto também. É-me saudável, não consigo explicar. Por isto, Naruto foi uma descoberta quase total para mim e devorei as páginas da direita para a esquerda a bom ritmo. Adoro BD a preto e branco (característica do Manga), ajuda-nos a puxar mais pela imaginação, a criar na nossa cabeça uma paleta de cores original e a deixar muitos espaços como estão, a duas cores.
Nestes 3 primeiros volumes (daqui para a frente comprarei as compilações de 3 números em 1) o ritmo é frenético, o grupo está sempre em movimento, passa pelas mais variadas paisagens rurais e urbanos, mas com maior tendência para os grandes momentos em Natureza aberta. Segundo consta nos livros, o autor cresceu num meio mais rural e desenhava muito a Natureza envolvente e isso nota-se muito no cuidado dado ao pormenor nos cenários bucólicos.
Depois, é pancadaria com fartura, ou não fosse esta uma história de ninjas.

E é isto. Se ainda não experimentaram, ou se um dia quiserem "provar" qualquer coisa que vos é fora do habitual, ataquem o Naruto. Fica a dica.


Boas leituras!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Matar o Bill



Esta semana revi "Kill Bill", o primeiro. Sempre que revemos, como ao reler, encontramos algo de novo. Já não me lembrava desta sequência da infância de O-Ren Ishii, retratada ao bom estilo japonês (quer lhe chamem anime ou manga). Está simplesmente fenomenal! A violência característica, o sangue a jorrar por tudo quanto é lado, os "olhões", as mudanças bruscas de planos... uau! Entre tantas outras coisas, foi bom rever o filme.
Agora é esperar para rever o segundo volume...


Mauro Bex : maurobindo

sexta-feira, outubro 13, 2006

Nightmare Before Christmas -- DVD+BD

Jack Skelington é uma personagem pela qual nutro uma grande afeição. Toda a sua forma física e postura transmitem elegância, firmeza, subtileza equiparável a um qualquer ser majestático. Jack foi criado por um dos meus realizadores de eleição, Tim Burton, tendo a sua primeira aparição pública na grande tela em 1993. Foi sucesso imediato. Uma vasta linha de merchandising ajudou o filme a ter um tremendo boom.

O enredo é passado em Halloween Town (H.T.), onde Jack é o “Rei” dessa famosa celebração. Sally, moça boneca apaixonada pelo herói principal, foi criada pelo génio lunático do Dr. Finkelstein. Cansado da rotina, Jack decide explorar o que está para além do seu pequeno mundo, acabando por encontrar Christmas Town. Pasmado pelas gritantes diferenças entre este mundo e o seu, a personagem principal volta a H.T. e prepara o rapto de Sandy Claws (nada mais nada menos que o próprio Pai Natal – Santa Claus). Depois de contratar três das mais vis criaturas lá da terra (Lock, Shock e Barrel), meros lacaios de Oogie Boogie, Jack põe o seu plano em marcha trazendo Sandy Claws até H.T. num saco de presentes (no mínimo irónico). Jack assume o papel do raptado, partindo de H.T. num trenó com renas e um saco de prendas, correndo mundo e distribuindo presentes transformados e adaptados à realidade de H.T. Para saberem o resto da história, aconselho que vejam o filme, pois o DVD já está disponível há alguns anos.

Promovido e apresentado o filme e algumas das suas personagens, penso que será correcto afirmar que a sua passagem para livro era inevitável. Quem o fez foram os japoneses, editando “Tim Burton´s – The Nightmare Before Christmas” em formato manga (obviamente), traduzido depois para o inglês em 2005 pela Disney Press. Totalmente a p/b, os elementos nipónicos tais como exclamações, sons, praguejos, etc., foram mantidos de forma a deixar a tradução mais próxima do original, dando-nos um ligeiro toque de originalidade. O enredo é idêntico ao do filme, se bem que teve de ser compactado por razões óbvias, focando aquilo que realmente é importante ser mencionado. Alguns exemplos disso são a angústia de Sally em relação a Jack, na sua paixão não correspondida, a constante tristeza de Jack e do seu papel na sociedade, o mítico Mayor e ainda o odiado Oogie Boogie. O traço é fiel à criação original, retratando figuras e ambientes tal como estes surgem na película. Este é um óptimo livro para os admiradores do Pumpkin King e uma excelente forma de conhecer este universo fantástico e negro, criado por Tim Burton. Vejam o filme e só depois leiam o livro. Vão ver que sabe melhor. Caso contrário, aproveitem e abram o apetite com a leitura deixando o prato principal (DVD) para depois.

Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo