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terça-feira, janeiro 31, 2012

Conan com novo fôlego


Brian Wood pegou em Conan para dar uma nova roupagem ao conto "Queen of the Black Coast", original de Robert E. Howard e um dos mais aclamados pelos fãs do escritor. O desenho está a cabo de Becky Cloonan, que infelizmente deve ser das poucas mulheres a ilustrar as histórias do Cimério (a primeira de que eu tenha conhecimento, mas avisem-me se conhecerem outras artistas). Nota-se no traço menos agressividade, um ar menos duro nas vinhetas desta BD. Faz-me lembrar um pouco o estilo de Kristian Donaldson, artista que já trabalhou com B. Wood em Supermarket.

Fiquei curioso para ler mais e apreciar a arte de Becky Cloonan, suportada pelo argumento de Brain Wood. Desta vez espero pelos TPB´s em detrimento dos comics...

O preview pode ser visto aqui, com 8 páginas (capa incluída).

Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo

domingo, janeiro 29, 2012

Parabéns Brian Wood

Hoje é o aniversário de um dos meus artistas preferidos.

Entre muitos argumentos e desenhos, Brian Wood criou DMZ, Northlanders, Local, Demo, Supermarket e tantos outros. Trabalhou ainda em jogos de vídeo como Grand Theft Auto. E também é Designer Gráfico, o que se percebe muito bem nos seus livros. Atualmente, está a trabalhar em Conan, adaptando as histórias de Robert E. Howard para a Dark Horse.

Os meus parabéns a Brian Wood e que continue a produzir com a qualidade de sempre.
Fica aqui o site oficial do artista: www.brianwood.com



Brian Wood a assinar a minha cópia de DMZ vol.8 na NYCC´10.
:))))


Mauro Bex : maurobindo

sábado, novembro 12, 2011

E ao 72, acabará...


DMZ, uma das minhas séries preferidas dos últimos anos, chegará ao fim no número #72. Costuma dizer-se que tudo acaba. Talvez seja uma contagem decrescente, sempre que algo começa. Ficará nas mãos de alguns tornar certas coisas eternas, se é que esse conceito possa ser considerado.

Enquanto dura, DMZ fascinou-me pela sua realidade crua, pela forma direta e sem receios como aborda uma guerra civil e todo um jogo de interesses que vai surgindo com o arrastar de um conflito, quantas vezes cenário real do nosso mundo.
O que o enriquece ainda mais, é ter como palco Manhattan., New York City, "The DMZ"...

Brian Wood e Ricardo Burchielli conseguiram fazer deste título um dos mais longos da história da Vertigo, tal como sucedeu com Sandman e Y: The last man. Com muita pena minha, os últimos números estão a chegar, findando no #72.

Senti que durante o percurso de DMZ, houve altos e baixos, como em tudo. Estou ciente da dificuldade de manter um título por tantos e tantos números, sempre na mó de cima. Os primeiros dois terços da história são soberbos. No último, verificou-se um decréscimo no enredo. Até hoje, li 9 dos 10 TPBs disponíveis. Foi o único trade que até hoje, aguardava com alguma ansiedade e curiosidade, sempre pronto para o fisgar assim que estivesse disponível.

Continuarei a seguir o trabalho de Wood e Burchielli. Do primeiro já acabo por fazê-lo, mas vou seguir este segundo com mais atenção ainda. Veremos o que estes dois andarão a "cozinhar" para os próximos tempos...

Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo

terça-feira, novembro 02, 2010

Brian Wood (o derradeiro autor)

Este post deve-se ao factor esquecimento. Mas foi daqueles lapsos que nem sei como foi possível ter acontecido... Assim sendo, fica aqui um post extra sobre os autores na New York Comic Con, já que não justificava passado tanto tempo editar o que já foi visto por tanta gente aqui no blogue. Aqui segue Mr. Brian Wood.





Acabei por encontrar Brian Wood por acaso, como a tantos outros artistas. Ia a passar pelo stand da DC e bam!, dei de caras com o tipo. Coincidência ou não, tinha acabado de comprar o vol. 8 de DMZ e aproveitei para ganhar um autógrafo. Trocamos umas palavras, eu disse que vinha de Portugal e ele disse que DMZ estava traduzido para português. Eu disse que nunca tinha visto as traduções por cá e depois caiu-me a ficha e falamos que isso devia ser em português do Brasil e ele concordou. Ah, assim que cheguei ele disse-me logo "go away!". Eu teria feito o mesmo, já que lhe derrubei a identificação com a mochila e causei logo barafunda na bancada... mas ele foi simpático :)



Vou agora mesmo pegar nisto e actualizar esta série que tanto gosto e que já não leio há uns bons tempos. Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo

domingo, março 28, 2010

Leituras de FDS #19 - Local


Já foi há uma semana que terminei "Local". O argumento é de Brian Wood, um dos meus argumentistas preferidos de comics. Uma das minhas séries preferidas é "DMZ", da sua autoria. Mas agora passemos a "Local". Esta é a história de uma jovem à procura daquilo que é. Do que quer para si mesma. De uma busca maior, que a leva a deixar tudo para trás nesta jornada de descoberta própria. E ao longo do caminho, muita coisa acontece. Momentos bons, outros piores, situações inesperadas, momentos bizarros. E muitas das vezes a cabeça não aguenta, tal como na vida real, pois é de uma história igual a tantas histórias reais que aqui é contada. Megan é jovem, independente e tem de passar pelas situações para ficar forte, para crescer, para ter experiência de vida. Mais do que isso, é sobre a sua auto-descoberta e do que o futuro lhe poderá reservar. Ao longo de 12 cidades, cada uma um capítulo, Megan embrenha-se na cultura local, integra-se para mais uma etapa da sua vida. Trabalha, vive, convive e segue o seu caminho. Amigos, conhecidos, namorados, colegas de quarto, estranhos, tudo faz parte da nossa vida. E da de Megan. Até que a estrada acaba, num local familiar. Adorei o livro, mais tarde quero relê-lo. Espero que tenham a oportunidade de o ler também.
Boas leituras!











Mauro Bex : maurobindo

quarta-feira, julho 12, 2006

SUPERMARKET de Brian Wood e Kristian

SUPERMARKET, nas palavras do poeta Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se” (idílico de facto). Sem grandes rodeios, creio que estamos perante uma nova abordagem no mundo dos comics. Passo a explicar o meu ponto de vista, que apesar de ser simples e claro na mente, tende a prolongar-se mais do que devia no papel, neste caso no ecrã. Digo nova abordagem, não por ser uma inovação/criação de nível transcendental e superiormente rico em relação ao argumento, se bem que o considero bom, mas por se revelar “muito à frente” no que diz respeito à utilização da cor, técnica que ultimamente se tem desenvolvido monstruosamente (no bom sentido), e que tantas vezes se torna também num problema, empobrecendo ao invés de enriquecer tantos e bons títulos. Existe ainda o papel escolhido, mas já lá vamos.

A cor, aplicação que confere magia a cada página (atenção que sou um grande admirador de BD a p/b), transformando ambientes vazios e escuros, em verdadeiros mananciais de movimento, tendo a capacidade de criar sons (em caso de dúvida ler sobre Kandinsky) e de estimular todos os demais sentidos. Foi isso que senti ao travar contacto com as primeiras páginas de Supermarket. Um enorme estímulo visual, ao mesmo tempo que os outros sentidos faziam um apelo ao cérebro para que continuasse com esse momento de prazer. Nada como ver para crer (ao vosso dispor deixo várias páginas, virgens de texto, para regalar a vista – no final da análise). Pormenor interessante em relação às nuvens e fumo criados, que me fizeram lembrar bastante o artista da Aspen, Micah Gunnell, isto, no que diz respeito ao traço. Os tons fazem lembrar a suavidade subtil quando utilizada a técnica com pastel: amarelos suaves, laranjas, ocres, verdes e azuis quase marinhos, enfim, cores esbatidas na maior parte dos casos, mas com tons fortes sempre que é necessário criar contrastes. Muito interessante.

Em relação ao papel, a (boa) tendência mantém-se. Parece-me que a IDW continuou o seu excelente trabalho na publicação desta mini-série, apostando num papel diferente e de muito boa qualidade. Diferente, pois é reciclado, coisa que hoje em dia, a meu ver, já devia estar mais difundida no mundo dos comics. O papel maioritariamente utilizado é de pouca gramagem e lustroso, evidenciando as cores e o traço através do seu brilho. Em Supermarket a aposta foi feita de outra forma, abdicando do brilho e dos seus efeitos, concentrando esforços no suporte físico, num papel com uma boa gramagem, bem mais alta do que o costume. Como anteriormente referi, as cores são muito na onda do pastel, o que combina na perfeição com o papel reciclado, dando a sensação de maior realidade ao traço e agarrando melhor as cores, ajudando a fidelizar o trabalho do artista Kristian.

A história deste título, criada por Brian Wood, traz-nos à memória sequências de filmes sobre gangs japoneses, os míticos Yakuza, e sobre o suposto legado/ herança que uma determinada pessoa irá possuir no futuro dentro desse meio infernal. É mais ou menos neste mundo misto de armas, crime e pornografia que Pella Suzuki (personagem principal) se insere. Correndo-lhe nas veias sangue sueco e mafioso, é na cidade que Pella encontra o seu escape. O título não foi escolhido ao acaso, levando em séria linha de conta o facto de vivermos numa sociedade consumista, aproveitando os centros comerciais como locais de culto e romaria aos fins-de-semana. Como adolescente que é, a vida da protagonista é explorada com pormenor, mostrando-nos os mais variados locais frequentados pelos adolescentes nas cidades de Nova Iorque, São Francisco e Tóquio. Uma das mais-valias de Supermarket é sem sombra de dúvidas a maneira como a cidade é explorada. É quase como uma visita guiada que nos é feita. Tendo em conta que estamos novamente numa época de revivalismos, onde a cultura urbana e o formato pop se entrelaçam como nunca, ler esta mini-série de 4 números (era bom que fossem mais) torna-se quase obrigatório para quem vive estas tendências. Em Supermarket conseguimos sentir a vibração da cidade nas páginas, sentir a sua temperatura, cheiros, e aproveitar a multiplicação de cores para acreditar num mundo, quem sabe algures num espaço e tempo perto de nós, que tivesse cores assim… Fica feito o convite para “saltarem” para dentro destas páginas, que pelos vistos em Portugal não está a ter grande procura, mas que nos States está em 5º no top 10 comics list.

A saber, o TPB desta mini sairá no dia 25 de Agosto deste ano. Os vários números podem ser adquiridos aqui, ou na vossa loja de BD habitual. Para um acompanhamento assíduo do trabalho de B. Wood, visitem o seu livejournal. Boas leituras!

#1

#2

#3


#4



Mauro Bex : maurobindo
Revisão: Carla Ferraz

quinta-feira, junho 01, 2006

LOCAL #1 - 2ª impressão

LOCAL é uma série que foi lançada em Novembro de 2005, sabendo-se à partida que vai ter a duração de 12 "issues". A Oni Press apostou, e bem, na qualidade do trabalho de Brian Wood (argumento), que já foi nomeado para um prémio Eisner com Demo. O desenho, a preto e branco, está a cargo de Ryan Kelly. Uma das coisas que joga a favor de LOCAL, é o facto de cada número se passar numa cidade americana diferente, expondo e mostrando o modo de vida das pessoas que aí vivem e interagem. Explora o quotidiano dos "locals" (daí o nome original), os nativos dessas cidades, cruzando informação de gente, trabalho, experiências, vivências, maneiras de agir e estar, acabando por nos mostrar como o local onde vivemos influencia e faz de nós o que somos. O sucesso da série é notório. Prova disso é o título deste "post". O #1 vendeu tão bem, que a Oni Press decidiu lançar uma re-impressão do número inicial. Capa diferente, à altura da primeira que também é bastante interessante, mantendo (como é óbvio) a mesma estória, em que a personagem mais recorrente - e que faz a ligação entre todos os números - Megan McKeenan, nos é introduzida na cidade de Portland.

Entretanto, para aqueles que acompanham a série, deixo-vos aqui o blog de produção de LOCAL, para poderem estar actualizados sobre as novidades, e a página de Brian Wood, onde está disponível o seu trabalho mais recente de BD, estando também acessíveis ilustrações suas, design e fotografia. Para quem não nunca ouviu falar ou quer saber um pouco mais, esta é uma boa oportunidade para conhecer melhor o seu trabalho. Deixo um preview em pdf e, para mais informações sobre LOCAL, basta clicar aqui.

Antes de terminar, não posso deixar passar a oportunidade de referir uma excelente mini-série de 4 números do mesmo autor, Supermarket, que já vai no #3. Espreitem, está na página do Brian Wood. Fica prometida uma análise à mesma para uma próxima oportunidade. Até lá, boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo