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quinta-feira, maio 13, 2010

True Blood em BD

Era uma questão de tempo. Mais cedo ou mais tarde, trariam True Blood à 9ª arte.
Sinceramente, o meu desejo é que corra bem, porque adorei as 2 primeiras temporadas da série televisiva trazida aos ecrãs por Alan Ball, apesar de nunca ter lido a obra original de Charlaine Harris. Espero um dia vir a fazê-lo, mas não é prioridade neste momento. No entanto, é importante saber que a BD é uma adaptação da série e não dos livros, se bem que acabará por ter conteúdo vindo do original ali pelo meio.
Resta-nos aguardar que cá chegue. Eu devo esperar pelo TPB, já que pelo preço de cada comic, não valerá muito a pena, a não ser que se queira coleccionar as capas, que é sempre motivo suficiente para mim.
Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo

domingo, março 28, 2010

Leituras de FDS #19 - Local


Já foi há uma semana que terminei "Local". O argumento é de Brian Wood, um dos meus argumentistas preferidos de comics. Uma das minhas séries preferidas é "DMZ", da sua autoria. Mas agora passemos a "Local". Esta é a história de uma jovem à procura daquilo que é. Do que quer para si mesma. De uma busca maior, que a leva a deixar tudo para trás nesta jornada de descoberta própria. E ao longo do caminho, muita coisa acontece. Momentos bons, outros piores, situações inesperadas, momentos bizarros. E muitas das vezes a cabeça não aguenta, tal como na vida real, pois é de uma história igual a tantas histórias reais que aqui é contada. Megan é jovem, independente e tem de passar pelas situações para ficar forte, para crescer, para ter experiência de vida. Mais do que isso, é sobre a sua auto-descoberta e do que o futuro lhe poderá reservar. Ao longo de 12 cidades, cada uma um capítulo, Megan embrenha-se na cultura local, integra-se para mais uma etapa da sua vida. Trabalha, vive, convive e segue o seu caminho. Amigos, conhecidos, namorados, colegas de quarto, estranhos, tudo faz parte da nossa vida. E da de Megan. Até que a estrada acaba, num local familiar. Adorei o livro, mais tarde quero relê-lo. Espero que tenham a oportunidade de o ler também.
Boas leituras!











Mauro Bex : maurobindo

terça-feira, julho 18, 2006

Capas do 9ª #1 - SUPERMARKET # 4

Como introdução para o segundo número desta rubrica/coluna "Capas do 9ª", deixo o aviso de que a mesma passa a constar no site BDesenhada.com (com o nome "Capas da 9ªArte"), encontrando-me eu satisfeito por poder contribuir ainda mais para a divulgação da BD no nosso país, mantendo a esperança de que esta forma de arte abranja cada vez mais pessoas e lares neste rectângulo à beira mar plantado.



Como destaque nesta coluna, surge mais uma vez Supermarket, mini-série já abordada por mim noutra ocasião e noutro contexto, sendo que desta feita o propósito será a capa do ainda por publicar e derradeiro número da criação de Brian Wood e Kristian Donaldson, Supermarket #4.
Esta capa acaba por explicar muito do título em questão. O enredo e os seus intervenientes estão praticamente todos expostos nesta capa. Pella Suzuki (a protagonista desta estória) surge como que coroada, fazendo uma ligação com o topo da capa, onde surge um Yakuza e uma pseudo-Porno Swedish gangster star, ambos “danadinhos” para que a grande herdeira de todo um império de crime e corrupção seja destruída. Entre estes elementos encontram-se dois dos amigos de Pella (ou serão os seus salvadores?), como que criando uma zona intermédia de intervenção/protecção entre as partes envolvidas. Desta forma, surge essa ideia de dedicação e compromisso para com a causa em que a personagem principal está envolvida, mesmo que esta não o deseje. É claro que o dinheiro, as armas, o fumo, as balas (ou serão tampões?) e todo o ambiente sugerem pressão, revelando as partes interventivas, as suas lutas e meios utilizados para atingir os fins a que se propuseram. O centro do enredo está lá, bem no meio, mostrando-nos qual é, realmente, a peça mais importante do puzzle. O ambiente pop criado na capa mostra-se fiel ao conteúdo da narrativa, quer a nível de traço, quer a nível da aplicação da cor. Os tons pastel mantêm-se, equilibrando a suavidade do amarelo e do azul/cinza, com a força e o choque do magenta. O toque do ocre está lá, contrabalançando com o rosa suave das notas. Pormenores que, quanto a mim, ajudam a marcar a diferença. Aguardando ansiosamente pelo desfecho desta mini, espero que a “coroação” de Pella seja confirmada pelo tríptico que nos é exposto nesta bonita capa. Será o final sangrento, natural ou surgirá alguma relação amorosa? Teremos de aguardar para ver. Até lá, boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo
Revisão: Carla Ferraz

quarta-feira, julho 12, 2006

SUPERMARKET de Brian Wood e Kristian

SUPERMARKET, nas palavras do poeta Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se” (idílico de facto). Sem grandes rodeios, creio que estamos perante uma nova abordagem no mundo dos comics. Passo a explicar o meu ponto de vista, que apesar de ser simples e claro na mente, tende a prolongar-se mais do que devia no papel, neste caso no ecrã. Digo nova abordagem, não por ser uma inovação/criação de nível transcendental e superiormente rico em relação ao argumento, se bem que o considero bom, mas por se revelar “muito à frente” no que diz respeito à utilização da cor, técnica que ultimamente se tem desenvolvido monstruosamente (no bom sentido), e que tantas vezes se torna também num problema, empobrecendo ao invés de enriquecer tantos e bons títulos. Existe ainda o papel escolhido, mas já lá vamos.

A cor, aplicação que confere magia a cada página (atenção que sou um grande admirador de BD a p/b), transformando ambientes vazios e escuros, em verdadeiros mananciais de movimento, tendo a capacidade de criar sons (em caso de dúvida ler sobre Kandinsky) e de estimular todos os demais sentidos. Foi isso que senti ao travar contacto com as primeiras páginas de Supermarket. Um enorme estímulo visual, ao mesmo tempo que os outros sentidos faziam um apelo ao cérebro para que continuasse com esse momento de prazer. Nada como ver para crer (ao vosso dispor deixo várias páginas, virgens de texto, para regalar a vista – no final da análise). Pormenor interessante em relação às nuvens e fumo criados, que me fizeram lembrar bastante o artista da Aspen, Micah Gunnell, isto, no que diz respeito ao traço. Os tons fazem lembrar a suavidade subtil quando utilizada a técnica com pastel: amarelos suaves, laranjas, ocres, verdes e azuis quase marinhos, enfim, cores esbatidas na maior parte dos casos, mas com tons fortes sempre que é necessário criar contrastes. Muito interessante.

Em relação ao papel, a (boa) tendência mantém-se. Parece-me que a IDW continuou o seu excelente trabalho na publicação desta mini-série, apostando num papel diferente e de muito boa qualidade. Diferente, pois é reciclado, coisa que hoje em dia, a meu ver, já devia estar mais difundida no mundo dos comics. O papel maioritariamente utilizado é de pouca gramagem e lustroso, evidenciando as cores e o traço através do seu brilho. Em Supermarket a aposta foi feita de outra forma, abdicando do brilho e dos seus efeitos, concentrando esforços no suporte físico, num papel com uma boa gramagem, bem mais alta do que o costume. Como anteriormente referi, as cores são muito na onda do pastel, o que combina na perfeição com o papel reciclado, dando a sensação de maior realidade ao traço e agarrando melhor as cores, ajudando a fidelizar o trabalho do artista Kristian.

A história deste título, criada por Brian Wood, traz-nos à memória sequências de filmes sobre gangs japoneses, os míticos Yakuza, e sobre o suposto legado/ herança que uma determinada pessoa irá possuir no futuro dentro desse meio infernal. É mais ou menos neste mundo misto de armas, crime e pornografia que Pella Suzuki (personagem principal) se insere. Correndo-lhe nas veias sangue sueco e mafioso, é na cidade que Pella encontra o seu escape. O título não foi escolhido ao acaso, levando em séria linha de conta o facto de vivermos numa sociedade consumista, aproveitando os centros comerciais como locais de culto e romaria aos fins-de-semana. Como adolescente que é, a vida da protagonista é explorada com pormenor, mostrando-nos os mais variados locais frequentados pelos adolescentes nas cidades de Nova Iorque, São Francisco e Tóquio. Uma das mais-valias de Supermarket é sem sombra de dúvidas a maneira como a cidade é explorada. É quase como uma visita guiada que nos é feita. Tendo em conta que estamos novamente numa época de revivalismos, onde a cultura urbana e o formato pop se entrelaçam como nunca, ler esta mini-série de 4 números (era bom que fossem mais) torna-se quase obrigatório para quem vive estas tendências. Em Supermarket conseguimos sentir a vibração da cidade nas páginas, sentir a sua temperatura, cheiros, e aproveitar a multiplicação de cores para acreditar num mundo, quem sabe algures num espaço e tempo perto de nós, que tivesse cores assim… Fica feito o convite para “saltarem” para dentro destas páginas, que pelos vistos em Portugal não está a ter grande procura, mas que nos States está em 5º no top 10 comics list.

A saber, o TPB desta mini sairá no dia 25 de Agosto deste ano. Os vários números podem ser adquiridos aqui, ou na vossa loja de BD habitual. Para um acompanhamento assíduo do trabalho de B. Wood, visitem o seu livejournal. Boas leituras!

#1

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#4



Mauro Bex : maurobindo
Revisão: Carla Ferraz