sexta-feira, julho 21, 2006

Novidades DarkHorse

Estão aí, fresquinhas, mais novidades no mundo dos comics. Desta feita a visada é a DarkHorse, com mais dois lançamentos, o primeiro ainda este verão e o segundo já no decorrer do Outono, respectivamente: o TPB de Revelations, de Paul Jenkins e Humberto Ramos; e outro lançamento da linha StarWars: Dark Times #1 -- The Path to Nowhere.

A data de lançamento de Revelations já era sabida, sendo a colectânea esperada por aqueles que não tiveram possibilidade de acompanhar a mini-série, e também pelos que gostam de ter todas as edições na sua colecção. A história deste título é desenrolada em Roma e no Vaticano, tendo como personagem principal um detective da Scotland Yard de nome Charlie Northern, de visita a terras papais para resolver o misterioso assassinato do mais provável sucessor ao "trono" da igreja católica. Sempre acompanhado pelo seu inseparável maço de cigarros, o detective Northern conta ainda com a ajuda de três amigos: um padre, um médico legista e uma advogada com quem acaba por se envolver amorosamente. Mistério, sedução, morte, intriga e as incompreensões do sobrenatural que Charlie se recusa a aceitar e a seguir como possíveis pistas para a resolução do seu caso. Enredos à parte, aqui temos mais uma bela capa seguindo a linha da mini-série, fazendo lembrar o tecto da Capela Cistina.

"For over a thousand generations the Jedi Knights were the guardians of peace and justice in the Old Republic. Before the dark times, before the Empire." --Ben Kenobi
É uma excelente epígrafe para o início de mais uma série StarWars. A história desenrola-se no período imediatamente a seguir à "Vingança dos Sith", momento do "time period" ainda por explorar. Este novo episódio da Guerra das Estrelas tem a proposta de trazer aos fãs uma nova dimensão onde o futuro se mostra sinistro, onde assistimos a uma crescente ascensão do mal e onde todos os caminhos parecem conduzir a nenhures.

Writer: Welles Hartley, Mick Harrison
Artist:
Douglas Wheatley
Cover Artist:
Douglas Wheatley
Colorist:
Ronda Pattison

Mauro Bex : maurobindo

quarta-feira, julho 19, 2006

THE MORGUL LORD

No final do ano transacto, a Sideshow anunciou o fim da sua linha Lord of The Rings. Milhares de mensagens dos fãs foram recebidas, quase que suplicando para que não o fizessem. Volvidos dois ou três meses a empresa dá-nos a conhecer a sua vontade e determinação em continuar a criação de tão belas figuras; aqui para nós que ninguém nos ouve, mas que belo golpe de marketing este, hein?! É lançada uma nova secção, as Premium Format Figures, onde serão representados alguns dos protagonistas da história original de Tolkien, com estátuas a rondarem os 60cm. Outra zona foi criada, as 12–Inch Figures, onde a qualidade, a meu ver, deixa muito a desejar; diria que esta secção da linha LOTR é boa para brincar, pois os bonecos (têm mesmo esse aspecto) são todos articulados, dando a sensação, na maioria das vezes, de que não se conseguem aguentar de pé. Tendo abdicado da linha Polystone Collectibles, deixando saudades em esculturas como Ringwraith and Steed Statue ou Treebeard Bust, a nova aposta da Sideshow promete grandes resultados. As Premium têm todo um potencial para ser explorado. O facto de alguns coleccionadores terem despertado para estas andanças tarde demais poderá favorecer o fabricante, pois as primeiras figuras "escaparam-lhes por entre os dedos"; provavelmente as estreantes terão outro destino, aguardando pacientemente por novos donos.

Neste caso concreto trago-vos a mais recente proposta, The Morgul Lord. O conhecido Witch-King of Angmar, líder dos espectros do anel, tem aqui lugar de destaque com um busto de 60cm de altura. Eu diria mesmo mais, esta figura é a peça inaugural de uma nova era: Legendary Scale busts! Esculpido em resina e fibra de vidro, este busto impressiona quem o contempla, sendo uma adição de grande valor a qualquer colecção. Arriscaria afirmar que este “menino” sem rosto assusta muitos dos seus companheiros de prateleira, devido ao seu olhar vazio. Os pormenores são requintados, conferindo-lhe o máximo de autenticidade através do seu elmo e vestes negras. Assenta numa base do mesmo material, com o seu nome gravado em relevo e com a devida referência ao terceiro filme da trilogia de Peter Jackson. Será comercializado no 4º trimestre deste ano, devendo chegar a Portugal passados 6 meses (e já estou a ser optimista). Para mais pormenores e fotografias, recomendo a consulta ao site da Sideshow.












Mauro Bex : maurobindo
Revisão: Carla Ferraz

terça-feira, julho 18, 2006

DARTH MAUL

Neste post a dose é a dobrar! O caso não é para menos. Estamos perante duas das mais bem conseguidas estátuas/estatuetas da saga StarWars. O Sith Darth Maul faz as honras da casa, para deleite de muitos (eu incluído).

No primeiro caso, com um busto à escala 1:1 (foto na companhia do actor Ray Park), a Sideshowtoy esmerou-se sobremaneira. Este busto está absurdamente real, com cada pormenor e detalhe retratados com minúcia, fazendo jus ao senhor do mal. Nada foi esquecido, inclusive é possível fazer com que Darth Maul pose com ou sem o seu capuz negro.

A estátua de corpo inteiro não se fica atrás (Gentle Giant). Darth Maul assume uma postura mais charmosa, observando-nos de soslaio. Ao colocarmo-nos no ângulo certo, o Sith olha-nos fixamente de forma confiante, séria e majestosa. A mão direita segura o seu inseparável sabre de luz duplo, enquanto as suas vestes negras acompanham o vento que sopra pela retaguarda.



É curioso estar no papel de observador e ver a forma como este tipo de escultura evoluiu ultimamente. Nos dias que correm, a indústria de merchandising associada ao cinema teve uma explosão por todo o globo que pode ser classificada como gigantesca. É possível encontrar negociantes de movies memorabilia em qualquer continente (incluindo África), apresentando ao consumidor/comprador um vasto leque de opções, passando pelas novidades, pelos clássicos, e até edições raras que poucos se orgulham de ter conseguido arranjar na altura em que estas circulavam. Sorte para uns, infortúnio para outros. No caso concreto destas duas representações que vos trouxe, arriscava afirmar que ambas são sérias candidatas à categoria “clássicos”. O tempo se encarregará de o dizer. Por ora, ficarei a apreciar.


Mauro Bex : maurobindo
Revisão: Carla Ferraz

Capas do 9ª #1 - SUPERMARKET # 4

Como introdução para o segundo número desta rubrica/coluna "Capas do 9ª", deixo o aviso de que a mesma passa a constar no site BDesenhada.com (com o nome "Capas da 9ªArte"), encontrando-me eu satisfeito por poder contribuir ainda mais para a divulgação da BD no nosso país, mantendo a esperança de que esta forma de arte abranja cada vez mais pessoas e lares neste rectângulo à beira mar plantado.



Como destaque nesta coluna, surge mais uma vez Supermarket, mini-série já abordada por mim noutra ocasião e noutro contexto, sendo que desta feita o propósito será a capa do ainda por publicar e derradeiro número da criação de Brian Wood e Kristian Donaldson, Supermarket #4.
Esta capa acaba por explicar muito do título em questão. O enredo e os seus intervenientes estão praticamente todos expostos nesta capa. Pella Suzuki (a protagonista desta estória) surge como que coroada, fazendo uma ligação com o topo da capa, onde surge um Yakuza e uma pseudo-Porno Swedish gangster star, ambos “danadinhos” para que a grande herdeira de todo um império de crime e corrupção seja destruída. Entre estes elementos encontram-se dois dos amigos de Pella (ou serão os seus salvadores?), como que criando uma zona intermédia de intervenção/protecção entre as partes envolvidas. Desta forma, surge essa ideia de dedicação e compromisso para com a causa em que a personagem principal está envolvida, mesmo que esta não o deseje. É claro que o dinheiro, as armas, o fumo, as balas (ou serão tampões?) e todo o ambiente sugerem pressão, revelando as partes interventivas, as suas lutas e meios utilizados para atingir os fins a que se propuseram. O centro do enredo está lá, bem no meio, mostrando-nos qual é, realmente, a peça mais importante do puzzle. O ambiente pop criado na capa mostra-se fiel ao conteúdo da narrativa, quer a nível de traço, quer a nível da aplicação da cor. Os tons pastel mantêm-se, equilibrando a suavidade do amarelo e do azul/cinza, com a força e o choque do magenta. O toque do ocre está lá, contrabalançando com o rosa suave das notas. Pormenores que, quanto a mim, ajudam a marcar a diferença. Aguardando ansiosamente pelo desfecho desta mini, espero que a “coroação” de Pella seja confirmada pelo tríptico que nos é exposto nesta bonita capa. Será o final sangrento, natural ou surgirá alguma relação amorosa? Teremos de aguardar para ver. Até lá, boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo
Revisão: Carla Ferraz

quarta-feira, julho 12, 2006

SUPERMARKET de Brian Wood e Kristian

SUPERMARKET, nas palavras do poeta Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se” (idílico de facto). Sem grandes rodeios, creio que estamos perante uma nova abordagem no mundo dos comics. Passo a explicar o meu ponto de vista, que apesar de ser simples e claro na mente, tende a prolongar-se mais do que devia no papel, neste caso no ecrã. Digo nova abordagem, não por ser uma inovação/criação de nível transcendental e superiormente rico em relação ao argumento, se bem que o considero bom, mas por se revelar “muito à frente” no que diz respeito à utilização da cor, técnica que ultimamente se tem desenvolvido monstruosamente (no bom sentido), e que tantas vezes se torna também num problema, empobrecendo ao invés de enriquecer tantos e bons títulos. Existe ainda o papel escolhido, mas já lá vamos.

A cor, aplicação que confere magia a cada página (atenção que sou um grande admirador de BD a p/b), transformando ambientes vazios e escuros, em verdadeiros mananciais de movimento, tendo a capacidade de criar sons (em caso de dúvida ler sobre Kandinsky) e de estimular todos os demais sentidos. Foi isso que senti ao travar contacto com as primeiras páginas de Supermarket. Um enorme estímulo visual, ao mesmo tempo que os outros sentidos faziam um apelo ao cérebro para que continuasse com esse momento de prazer. Nada como ver para crer (ao vosso dispor deixo várias páginas, virgens de texto, para regalar a vista – no final da análise). Pormenor interessante em relação às nuvens e fumo criados, que me fizeram lembrar bastante o artista da Aspen, Micah Gunnell, isto, no que diz respeito ao traço. Os tons fazem lembrar a suavidade subtil quando utilizada a técnica com pastel: amarelos suaves, laranjas, ocres, verdes e azuis quase marinhos, enfim, cores esbatidas na maior parte dos casos, mas com tons fortes sempre que é necessário criar contrastes. Muito interessante.

Em relação ao papel, a (boa) tendência mantém-se. Parece-me que a IDW continuou o seu excelente trabalho na publicação desta mini-série, apostando num papel diferente e de muito boa qualidade. Diferente, pois é reciclado, coisa que hoje em dia, a meu ver, já devia estar mais difundida no mundo dos comics. O papel maioritariamente utilizado é de pouca gramagem e lustroso, evidenciando as cores e o traço através do seu brilho. Em Supermarket a aposta foi feita de outra forma, abdicando do brilho e dos seus efeitos, concentrando esforços no suporte físico, num papel com uma boa gramagem, bem mais alta do que o costume. Como anteriormente referi, as cores são muito na onda do pastel, o que combina na perfeição com o papel reciclado, dando a sensação de maior realidade ao traço e agarrando melhor as cores, ajudando a fidelizar o trabalho do artista Kristian.

A história deste título, criada por Brian Wood, traz-nos à memória sequências de filmes sobre gangs japoneses, os míticos Yakuza, e sobre o suposto legado/ herança que uma determinada pessoa irá possuir no futuro dentro desse meio infernal. É mais ou menos neste mundo misto de armas, crime e pornografia que Pella Suzuki (personagem principal) se insere. Correndo-lhe nas veias sangue sueco e mafioso, é na cidade que Pella encontra o seu escape. O título não foi escolhido ao acaso, levando em séria linha de conta o facto de vivermos numa sociedade consumista, aproveitando os centros comerciais como locais de culto e romaria aos fins-de-semana. Como adolescente que é, a vida da protagonista é explorada com pormenor, mostrando-nos os mais variados locais frequentados pelos adolescentes nas cidades de Nova Iorque, São Francisco e Tóquio. Uma das mais-valias de Supermarket é sem sombra de dúvidas a maneira como a cidade é explorada. É quase como uma visita guiada que nos é feita. Tendo em conta que estamos novamente numa época de revivalismos, onde a cultura urbana e o formato pop se entrelaçam como nunca, ler esta mini-série de 4 números (era bom que fossem mais) torna-se quase obrigatório para quem vive estas tendências. Em Supermarket conseguimos sentir a vibração da cidade nas páginas, sentir a sua temperatura, cheiros, e aproveitar a multiplicação de cores para acreditar num mundo, quem sabe algures num espaço e tempo perto de nós, que tivesse cores assim… Fica feito o convite para “saltarem” para dentro destas páginas, que pelos vistos em Portugal não está a ter grande procura, mas que nos States está em 5º no top 10 comics list.

A saber, o TPB desta mini sairá no dia 25 de Agosto deste ano. Os vários números podem ser adquiridos aqui, ou na vossa loja de BD habitual. Para um acompanhamento assíduo do trabalho de B. Wood, visitem o seu livejournal. Boas leituras!

#1

#2

#3


#4



Mauro Bex : maurobindo
Revisão: Carla Ferraz

terça-feira, junho 27, 2006

A Saga dos Cavaleiros Dragões #1: Jaina

De volta ao activo depois de uma semana e tal de bem bom, como o vulgo chama de férias, trago até ao 9ª um daqueles casos onde expectativa a mais, por vezes nos traz desilusões. Aproveitei para colocar alguma leitura em dia e decidi fazer-me acompanhar por um livro de BD que tinha comprado há cerca de 2 meses, mais coisa menos coisa, intitulado "La Geste des Chevaliers Dragons" - em português como vem escrito no título do post. Francesismos à parte o certo é que me agarrei ao livro cheio de entusiasmo. Em primeiro lugar, pelos dragões. Qualquer coisa com dragões no enredo, merece a máxima atenção da minha pessoa. São criaturas fenomenais, com inteligência, conhecimento e sabedoria, dignas de fazer inveja à grande maioria dos mortais (mas a estória aqui é outra). Depois, porque que me "cheirou" que o título tinha possibilidades de ter algum potencial, assim como se fosse qualquer coisa do género épico ou fantástico, carregado de mística medieval negra. Desculpem o termo, mas lixei-me! Para mim, as melhores linhas de texto, onde o argumento me parece ter conseguido atingir o seu propósito, estão na 1ª e última páginas. Respectivamente, aqui abre-se e conclui-se um ciclo (para saber mais, recomendo ler o livro). O enredo prometeu no ínicio, mas foi perdendo o seu encanto com o desenrolar da saga. Basicamente esta é uma aventura de 2 jovens virgens, que devido à ameaça de um dragão maldito, partem numa jornada de ameaça de morte constante, enfrentando monstros (neste caso habitantes de aldeias, pessoas já transformadas pela força e poder de um manto de sombra criado pelo dragão [aura], que altera tudo o que toca), tendo como auxílio uma orda de monges, que estranhamente parecem ter algo a ver com tudo o que se passa nesta região do mundo, pois a maldição parece não afectar os residentes da sua fortaleza. Muito importante, é o facto destas Cavaleiras, por não terem sido desonradas, por manterem a sua pureza (são virgens), não são possíveis de serem atingidas pela maldição e, mais impotante ainda, podem aproximar-se do dragão sem serem detectadas por este; todas as tentativas feitas por humanos para derrotar a besta, provaram ser infrutíferas, pois este detecta a presença humana quando esta ando por perto. O final deste primeiro tomo causou-me alguma surpresa, querendo com isto dizer que não estava à espera do tipo de desfecho atingido; foi uma boa lufada de ar fresco.


Quanto ao desenho nada tenho a apontar, estando o português emigrado em França, Varanda (que desenha apenas este 1ª número da série), à altura do desafio; aqui cumpriu-se com o pretendido. Quanto à utilização da cor, poderia ter sido um pouco mais trabalhada. As cores ténues e suaves ajudam a acentuar os cenários e as paisagens retratadas, mas falta um pouco de brilho. A impressão também não ajuda. Este é dos poucos livros da Devir, o único que tive nas mãos, que foram editados em capa dura. Normalmente neste tipo de edições a impressão deveria ser melhor. Não é o caso. Por vezes as páginas estão meio desfocadas, dando quase vontade de colocar uns óculos 3D na cara para conseguir ler e apreciar o conteúdo. Por vezes faltam letras às palavras; parece que foram comidas. Quanto à tradução, aí tinha de ler o original para fazer um juízo concreto e honesto. A encadernação, esta sim, está 5 estrelas.

Dito tudo isto, ainda assim recomendo uma leitura. Esta faz-se de forma breve, pois o livro não tem muitas páginas. Pena só existir em Portugal uma edição desta série, que em França já vai no número #4. Mas nada como encomendar os originais. Para finalizar deixo algumas fotos do meu exemplar e, a capa francesa original, que difere da nossa num pequeno pormenor. Descubra as diferenças! Boas leituras!





Disponível em Portugal na Fnac. O meu exemplar foi adquirido na BdMania. E provavelmente, disponível também na Devir. Orinal em francês, na amazon.fr. Não esquecer que o livro já foi editado em 2001, se não me falha a memória, mas com jeitinho tudo se consegue.


Mauro Bex : maurobindo

terça-feira, junho 20, 2006

Literatura Fantástica #0 - AS FABULOSAS AVENTURAS DE SALOMÃO KANE

Criado por Robert E. Howard, Salomão Kane é um dos aventureiros mais famosos da literatura fantástica. Puritano por natureza, Salomão Kane é um homem que se rege pelos princípios da honestidade, verdade e coragem. Bravo "cavaleiro andante", Kane parte à aventura pelas mais variadas paisagens, desde caminhos sinuosos e poeirentos, altas ravinas, penhascos inexplorados, pântanos fétidos, até à savana africana, em tempos remotos e por onde o homem branco nunca antes tinha caminhado. Este protagonista é uma espécie de herói inglês do séc. XVI, numa altura em que se desconheciam ciências e rituais ocultos, que combate toda a espécie de magia negra, vampiros e até vudu, se bem que por vezes tenha como "irmão de sangue" um feiticeiro africano de nome N´Longa. O facto de Kane (homem alto, magro, esguio e veloz como uma serpente, dotado de uma força extraordinária) não ter grande conhecimento destas "forças do mal", é no fundo, o que faz dele um combatente temível. Agarrando-se à sua fé inabalável, consegue extrair força e vontade para combater o mal que há no mundo. Recomendo vivamente a todos os amantes do género. As Fabulosas Aventuras de Salomão Kane reúnem uma das melhores selecções de contos sobre este homem, onde no final de cada um, se fica ansiosamente à espera do seguinte, expectantes por saber que trilhos e aventuras aguardam o Puritano. Editado pelas Edições Saída de Emergência, fica aqui um conto deste livro em formato pdf, para que possam tomar um gostinho.

Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo

sexta-feira, junho 09, 2006

O 9ª vai de Férias!

Durante uma semana, "a loja" fecha para "descanso do pessoal"!!! É verdade, as tão desejadas férias estão aí, e eu prontinho para as aproveitar. Tempo de pôr leituras em dia: revistas, livros e claro, muita BD! Volto dia 20 com mais material para divulgar, analisar, ou simplesmente recordar. Ao fim de um mês no activo só me posso dar por satisfeito com o 9ª Arte, pois tem tido um bom número de visitas, ultrapassando a minha expectativa inicial. Deixo um agradecimento especial aos amantes da Banda Desenhada, por contribuirem com os seus comentários, que dão vida a este espaço. Boas férias a todos e boas leituras!











Desta já me livrei! :)




Mauro Bex : maurobindo

4ª Feira Laica


A Bedeteca de Lisboa apresenta a 4ª Feira Laica, e não há razão ou desculpa para não ir (a não ser que estejam nos sagrados e intocáveis períodos de reflexão e descanso, também conhecidos como férias)! Há de tudo um pouco, concertos, comidas, livros, artesanato, discos, edições independentes, ilustrações e fanzines (até dá para almoçar por lá). Sendo na bedeteca, não há mesmo maneira de faltar, isto para quem gosta de estar rodeado de BD por tudo quanto é lado. Vale sempre a pena lá ir, nem que seja para cheirar os ditos (as BDs). Esta informação foi-me passada por fonte segura (beijinhos à Sandra), e fica aqui um link para que possam explorar melhor aquilo que se vai passar, e muito importante, quem estará presente naquelas bandas. Adianto já que vão lá estar personalidades importantes deste meio (BD); também ouvi dizer que vão oferecer umas revistas. A não perder, 4ª Feira Laica no fim-de-semana de 24 e 25 de Junho, na Bedeteca de Lisboa.


Mauro Bex : maurobindo

SPAWN: Godslayer (one-shot)

Manter uma personagem como Spawn sempre na alta esfera dos Comics dá destas coisas. Já são inúmeras as histórias em que o anti-herói é retratado, desde tempo antigos e esquecidos por muitos, até idades mais modernas e cibernéticas. Enquanto tudo isto se passa, ou passou, uma nova estória foi criada, carregada de dramatismo. Godslayer é um conto de reinos destruídos, maldições antigas e amores condenados, com um forte apelo aos entusiastas de fantasias épicas (óptimo para quem gosta de "O Senhor dos Anéis", "Elric" ou "Conan"). Este one-shot, conta-nos a história de um "predador", que sem dó nem piedade chacina deuses antigos, com a sua negra e maldita lâmina. Num reino até agora imune a esta fúria, é celebrado um casamento na nobreza, mas quando velas negras são avistadas no horizonte e o céu preenchido com fogo, é sabido que Godslayer finalmente chegou. Claro que há um enredo mais profundo e explorado, mas a missão deste Spawn está mais que vista. Espero, que não seja mais um acontecimento banal. Já é do conhecimento de muitos que este comic iria ser lançado, mas aproveito para divulgá-lo um pouco mais aqui no 9ª. 23 de Agosto nos "States", provavelmente um mês ou semanas depois em Portugal. O argumento é de Brian Holguin (que já trabalhou com Spawn) e a arte, incluindo a capa, fica a cabo de Jay Anacleto (Aria, Marvels Two). Vamos ver como se sairá esta dupla. Boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo

sábado, junho 03, 2006

K #1 disponível em Portugal

Andava eu a passear na minha Fnac favorita, a do Chiado, há cerca de 2 semanas, quando entro na secção de BD como de costume (acto já considerado por mim acto inconsciente/irreflectido) e me deparo com um dos livros que mais aguardava, K#1: Big Bang Baby! A culpa é do Humberto Ramos, eu sei! Não estava nada à espera disto, confesso. Pensei que o livro levasse muito mais tempo a "poser" nas prateleiras lusitanas, mas o facto é que hoje em dia tudo se processa mais rapidamente do que há uns anos atrás, o que, a meu ver, é benéfico. Assim sendo, quero partilhar com os visitantes do 9ª, algumas fotos do meu exemplar, que já está em boa companhia lá na estante. Tem um acabamento muito bom; já se sabe que nestas edições de capa dura, a qualidade salta à vista. A impressão também é feita num papel brilhante e com boa gramagem, o que ajuda a cor a sobressair e a regalar a nossa vista. Como é sabido está em francês, com o preço de 12,77€.
Boas leituras!




Mauro Bex : maurobindo

sexta-feira, junho 02, 2006

SOULFIRE: Chaos Reign #0

SOULFIRE: Chaos Reign é a nova mini-série da Aspen que dá continuidade à saga Soulfire. Com o término da anterior mini Soulfire: Dying of the Light, a editora continua a apostar em épocas antigas (neste caso muito mais antiga), explorando um tempo e espaço de primórdios civilizacionais: comportamentos tribais, sociedades guerreiras em luta contínua pela sobrevivência, enquanto no ar paira um manto de morte e ameaça constante. A ver vamos como se vão desenvencilhar os humanos "voadores", nestes tempos arcaicos, tendo por companhia seres tão poderosos e majestosos como os Dragões! Novas respostas serão reveladas, numa era em que a magia ainda se encontra em estado bruto e primário, muito tempo antes de Dying of the Light (onde a magia se encontrava a desvanecer e em decadência), onde se tinha um conhecimento profundo desta. O lançamento foi no ínicio deste mês (Junho) e provavelmente chegará às bancas lusas no mês seguinte. Para os seguidores e fãs desta saga, vale a pena reservar na sua loja de BD de eleição. Deixo-vos um "docinho", as capas de SOULFIRE: Chaos Reign Beginnings, que infelizmente só estão à venda em convenções nos "States" ou no site da Aspen. Até lá, boas leituras!

Argumento: J.T. Krull
Desenho: Marcus To
Cor: Gorder & Ho


SOULFIRE: Chaos Reign Beginnings


Mauro Bex : maurobindo

quinta-feira, junho 01, 2006

LOCAL #1 - 2ª impressão

LOCAL é uma série que foi lançada em Novembro de 2005, sabendo-se à partida que vai ter a duração de 12 "issues". A Oni Press apostou, e bem, na qualidade do trabalho de Brian Wood (argumento), que já foi nomeado para um prémio Eisner com Demo. O desenho, a preto e branco, está a cargo de Ryan Kelly. Uma das coisas que joga a favor de LOCAL, é o facto de cada número se passar numa cidade americana diferente, expondo e mostrando o modo de vida das pessoas que aí vivem e interagem. Explora o quotidiano dos "locals" (daí o nome original), os nativos dessas cidades, cruzando informação de gente, trabalho, experiências, vivências, maneiras de agir e estar, acabando por nos mostrar como o local onde vivemos influencia e faz de nós o que somos. O sucesso da série é notório. Prova disso é o título deste "post". O #1 vendeu tão bem, que a Oni Press decidiu lançar uma re-impressão do número inicial. Capa diferente, à altura da primeira que também é bastante interessante, mantendo (como é óbvio) a mesma estória, em que a personagem mais recorrente - e que faz a ligação entre todos os números - Megan McKeenan, nos é introduzida na cidade de Portland.

Entretanto, para aqueles que acompanham a série, deixo-vos aqui o blog de produção de LOCAL, para poderem estar actualizados sobre as novidades, e a página de Brian Wood, onde está disponível o seu trabalho mais recente de BD, estando também acessíveis ilustrações suas, design e fotografia. Para quem não nunca ouviu falar ou quer saber um pouco mais, esta é uma boa oportunidade para conhecer melhor o seu trabalho. Deixo um preview em pdf e, para mais informações sobre LOCAL, basta clicar aqui.

Antes de terminar, não posso deixar passar a oportunidade de referir uma excelente mini-série de 4 números do mesmo autor, Supermarket, que já vai no #3. Espreitem, está na página do Brian Wood. Fica prometida uma análise à mesma para uma próxima oportunidade. Até lá, boas leituras!


Mauro Bex : maurobindo

terça-feira, maio 30, 2006

Capas do 9ª #0 - ANNIHILATION: SILVER SURFER # 1

Ele há capas acima da média. É um facto. É algo que deve ser reconhecido, mas mais que tudo, apreciado. Capas há muitas, no entanto há sempre aquelas que têm a capacidade de se destacarem das demais, por vezes devido a pequenos pormenores, outras vezes porque formam um todo brutal. Brutal pode ser entendido de variadas formas. Pelo seu impacto, pela sua composição, pelo traço do desenhador, pela cor aplicada ou simplesmente pelo artista que a executou ou pela personagem que nela vem representada. Tudo conta, principalmente o nosso gosto - sempre muito pessoal, "há que dizê-lo com frontalidade" - que falha em agradar a todos e ainda bem que assim o é (como diz um amigo: "já pensaram se gostássemos todos de amarelo?"). No fim de contas, acaba por ser esse nosso gosto que mais importa nestas coisas.

Capa de: Gabriele Dell´Otto

A secção "CAPAS DO 9ª" fica inaugurada no 9ª arte, para partilhar, dar a conhecer ou apenas relembrar. Divulgar a BD é o que conta neste espaço, daí a criação desta área.
Em representação desta rúbrica e, como estreante, ANNIHILATION: SILVER SURFER # 1 foi o eleito. Esta personagem histórica da Marvel está de volta, desta feita na série Annihilation, onde irão decorrer acontecimentos catastróficos, trazendo ao de cima figuras como Super-Skrull, Nova ou Ronan (fica prometida uma análise a esta série para mais tarde). A escolha do Silver Surfer foi fácil para mim, já que foi dos poucos super-heróis que sempre me fascinou. Neste caso, só porque está de volta. Na capa o seu aspecto agressivo e determinado, dá aquele ar explosivo e poderoso, e venha de lá o que vier, é certo que vai tombar. O efeito de velocidade vertiginosa é soberbo, conseguido pela luminosidade subtil e pelo arrastar dos astros. É bom vê-lo de novo. Enfim, diria que o melhor a fazer é apreciar, pois ninguém vai querer aqueles punhos fechados por perto.


Mauro Bex : maurobindo

segunda-feira, maio 22, 2006

Spawn Series 29: Evolutions


A nova série de Action Figures Spawn foi lançada no dia 19 de Maio, pela McFarlane. Spawn, Ninja Spawn, Zera, Thamuz, The Disciple e Man of Miracles - míticas personagens da saga - formam o conjunto completo. A ideia é abranger o universo Spawn do #150 em diante. Com a (r)evolução artística pela qual a série passa neste momento, este é, sem dúvida, um passo em frente. Os comics são pensados para que os novos leitores e/ou fãs ganhem contacto rápido com a história, sendo mais fácil familiarizarem-se logo de ínicio. Neste caso, são as Action Figures que dão o impulso decisivo. Com uma "online feature" muito bem conseguida, o visitante tem acesso ao desenrolar dos próximos números, a uma galerias de capas, a esboços das personagens, a biografias de personagens e artistas e, vários downloads disponíveis. As figuras começarão a ser distribuídas em Junho nos Estados Unidos, chegando a Portugal, em princípio, no mês seguinte. Tudo isto e muito mais em Spawn.com.










Mauro Bex : maurobindo

sexta-feira, maio 12, 2006

Leituras FDS #0 - Wolverine Origem

Esta rubrica vai propor aos visitantes do blog uma sugestão de leitura para o fim-de-semana. Os títulos recomendados serão sempre livros já lidos por mim, para que sejam diferenciados das outras matérias divulgadas, pois nem sempre dá tempo para ler tudo. Lanço também o desafio a quem tenha um blog sobre BD, e que, porventura visite o 9ª Arte, que divulge esta ideia/sugestão no seu espaço, contribuindo para uma maior adesão à leitura de BD. Se puderem passar a palavra fico muito grato.


Wolverine: Origem, editado pela Devir, é a sugestão para este fds. Este livro foi gerado com alguma polémica. Isto porque na Marvel, os responsáveis achavam que o título seria um flop e que iria arruinar a imagem que os fãs tinham da personagem. Felizmente enganaram-se. Bill Jemas, tinha o sonho de lançar esta história, mas só Paul Jenkins partilhava desse mesmo desejo (isto enquanto comiam donuts a um canto). Espicaçado pelos dois, Joe Quesada - na altura, eleito recentemente editor-chefe da Marvel - concordou em avançar com o projecto calmamente. Depois de meses de reuniões e debates de ideias, onde continuadamente se rejeitavam todas as hipóteses, foi necessário Jemas passar alguns dias com as suas duas crianças para que juntos tentassem perceber como teria sido a infância de Logan. A infância de alguém tão implacável, mas no fim de contas, apenas uma infância...

O ínicio da história é passado na propriedade Howlett, onde habita uma abastada família, a que se junta Rose, moça orfã, para entreter e tomar conta do patrão James, um menino enfermo. A senhora Elizabeth Howlett - mãe de James - voltou de um internamento num sanatório, e nunca mais foi a mesma. O seu marido John, é um homem justo, simpático e cortês, sempre ocupado com os assuntos da quinta. O pai de John, é um "bode velho e cruel". No seio desta bizarra família,
destacam-se três jovens, que se tornam muito amigos pela proximidade de idades: James, Rose e o Cão, filho de Logan, o capataz da propiedade. E é aqui que tudo se começa a desenrolar. Cão leva tareias do pai quase diariamente, devido ao seu apetite pela bebida, não conseguindo esconder as marcas no seu corpo. Rose sabe-o, pois Cão tem um fascínio qualquer por ela. Quando James quase se afoga, o velho tenta castigar Cão, mas o que acontece é um afastamento quase natural destes amigos. Anos mais tarde Cão aborda Rose de forma agressiva e os três amigos vêem-se novamente juntos pelas razões erradas. Isto vai dar origem a uma série de acontecimentos em cadeia, desde a expulsão dos Logan da propriedade Howlett, à vingança dos mesmos sobre os antigos patrões. Nessa vingança surge a grande revelação, o verdadeiro Wolverine! A partir daqui recomendo a leitura do livro, pois se mais for revelado, a vontade de o explorar tenderá a diminuir e, a ideia é dar-vos apetite para a leitura. Acrescento que Logan e Rose fogem para longe, onde começam uma nova vida. Interessante é poder assistir ao crescimento de Logan, ao seu esquecimento e corte com o passado e das razões que o levaram até este local. É o ínicio de uma vida dura para ambos. Aos poucos Logan vai-se descobrindo a ele próprio e à sua verdadeira natureza. Perto do final, um velho conhecido surge do nada, despertando o verdadeiro Wolverine...

Abaixo junto algumas fotografias tiradas por mim, do exemplar que tenho na minha colecção. A arte é simplesmente fabulosa. O traço e a aplicação da cor formam uma harmonia perfeita para a criação de um ambiente antigo. Das melhores combinações que já vi.

Argumento: Paul Jenkins
Desenho: Andy Kubert
Cor: Richard Isanove
Capa: Joe Quesada &
Richard Isanove









Mauro Bex : maurobindo

quinta-feira, maio 11, 2006

K #1 : Big Bang Baby

Sete jovens podem decidir o futuro do universo... Vão escolher salvá-lo ou condená-lo?

É este o mote de abertura de K, lançado em Março deste ano pela Soleil. Criado por Crisse (Kookaburra, Luuna, Atalante) e Hicks, com desenho do mexicano Humberto Ramos (Crimson, Peter Parker: SpiderMan e, recentemente Revelations), este é um dos projectos da BD franco-belga que aproxima artistas de ambos os lados do Atlântico. Sendo eu um admirador do estilo de Ramos, só posso estar ansioso para que esta Bd seja traduzida e editada em Portugal. Talvez mais tarde e, talvez a VitaminaBD consiga os direitos de Revelations (já me foi dito que a editora tentará adquiri-los para uma edição em Portugal), uma mini-série que "revelou" ter uma enorme qualidade no argumento (Paul Jenkins) e um traço mais maduro de Ramos. Apesar de K ter um estilo semelhante ao universo de Kookaburra, é esperado que esta série anual - com a duração de 3 anos - se consolide de forma a tornar possível mais parcerias deste tipo, entre o franco-belga e o estilo americano. Disponível na amazon francesa por 12,26€ mais portes de envio, para os mais impacientes. Pouco mais poderei dizer, pois "ainda" não a adquiri para mim! Entretanto ficam alguns planos, ainda sem legendagem.















Mauro Bexiga : maurobindo